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Deveu-se a criação da empresa à existência de boas jazidas de argila no limite de Coja, no sentido nordeste. Havia ao tempo espalhados por ali 7 ou 8 fornos intermitentes de cozedura, a céu aberto, com as respectivas "eiras", que sazonalmente produziam boa telha de canudo, graças às características da matéria-prima empregue.
A existência da argila e a qualidade da generalidade dos produtos, que eram afamados já longe de Coja, levaram um grupo de empreendedores a constituir a firma no ano de 1924 e a fixar a instalação num local conhecido por "Meda da Carriça”, mantendo-se ainda hoje no mesmo local. Daí o topónimo "Carriça" na designação social da empresa.
Em 1929 a empresa é relançada e desenvolvida. Investe-se em novas instalações, em maquinaria e num novo forno que vai sendo construído por fases, já do tipo "Hoffman". Em 1930/1931 a fábrica deixa de ser movida a vapor para passar à electricidade.
Desde 1930 que a empresa não cessou de crescer, destacando-se o espírito empreendedor que levou à fundação de outras empresas, de que se destaca a filial de Mortágua (1940), as Fábricas de Cerâmica Argus, Lda. em Taveiro, Coimbra (1945).
Em finais de 1939 inicia a fabricação de telha lusa.
Durante toda a sua história, é de destacar a forte integração social da Carriça na região, constituindo-se como um dos principais pólos de desenvolvimento industrial.
Ao longo de 80 anos de tradição na fabricação de cerâmica, a empresa sempre colocou no intercâmbio de ideias e soluções com os agentes económicos e na modernização tecnológica um particular ênfase, acompanhando o estado da arte para o sector de fabrico de materiais cerâmicos de construção, neste caso particular o das coberturas cerâmicas.
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